Conto | She was good for nothing – Hans Christian Andersen

The mayor stood at the open window. His shirt-frill was very fine, and so were his ruffles; he had a breast-pin stuck in his frill, and was uncommonly smooth-shaven—all his own work; certainly he had given himself a slight cut, but he had stuck a bit of newspaper on the place. “Hark ‘ee, youngster!” he cried.

The youngster in question was no other than the son of the poor washerwoman, who was just going past the house; and he pulled off his cap respectfully. The peak of the said cap was broken in the middle, for the cap was arranged so that it could be rolled up and crammed into his pocket. In his poor, but clean and well-mended attire, with heavy wooden shoes on his feet, the boy stood there, as humble and abashed as if he stood opposite the king himself.

Continue lendo “Conto | She was good for nothing – Hans Christian Andersen”

Resenha | O Morro dos Ventos Uivantes – Emily Brontë

Quantas perversidades pode um ato de compaixão engendrar? É a reflexão, talvez errônea, que ainda me persegue após a leitura de O Morro dos Ventos Uivantes (Wuthering Heights), de Emily Brontë. Quem sabe o que seria de Heathcliff, do seu caráter e educação, se o senhor Earnshaw não o tivesse adotado? Certo é que a família do caridoso homem não ruiria ante a fúria silenciosa do cigano, tendo grandes chances de ser feliz. Mas basta já de especulações, tornemos ao início.

Continue lendo “Resenha | O Morro dos Ventos Uivantes – Emily Brontë”

O problema com o final de “Amor Sem Igual”

Há muito tempo que não paro diante de uma televisão para acompanhar nada, fossem novelas, programas ou jornais. Mais do mesmo, preferia administrar meu tempo com entretenimentos mais… Produtivos? Que seja, coisa alguma me chamava a atenção até ouvir que a novela tão querida pelos meus conhecidos reprisaria na quarentena. Feito peixe, mordi a isca e aqui estou. Que história mais Disney, pensei, o cara preocupando-se com uma meretriz, ah! No primeiro “larga o braço da moça”, pela expressão em seus olhos, os atores já me tinham ganhado. Capotamento, espancamento, hospital, “mano do céu, que bom que você veio”, perfume e, por fim, o sítio do Miguel (Rafael Sardão). Estava claro, a história tinha tudo para ser uma das melhores que já acompanhara.

Que personagens complexos, que texto bem cuidado, todos ali tinham uma função, uma ambição, algo pelo que lutar: o gato do chuchu pela Poderosa (Day Mesquita); e ela, por sua vingança. Nada, aparentemente, estava solto. Cada núcleo, índoles e atitudes tinham um plano de fundo crível, uma motivação — embora errônea — compreensível. Li as inspirações que deram vida à novela (Amor de Redenção e Oséias), busquei e cantei as músicas, ri, me emocionei e torci, como todo mundo, pelo casal. Envolvi-me rápido, rápido demais, confesso, até que vieram as cenas pós-pandemia…

Continue lendo “O problema com o final de “Amor Sem Igual””

9 Passos para aprender outro idioma com música

Tradutora dos nossos silêncios e alegrias, a música faz parte da vida de todos. Quem nunca aumentou a todo volume a sua música favorita e a cantou feito um louco? Quem jamais chorou sob a melodia de uma saudade expressa na letra? Seja qual for a emoção despertada, a música é uma das melhores estratégias para aprender outro idioma.

Aprender uma língua através da música tem muitas vantagens, pois o estudante interioriza, sem perceber, o ritmo e sons a ela peculiares, além de manter-se atualizado quanto às suas expressões e estruturas. Outro benefício de aprender um idioma com a música é a conexão emocional provocada pela letra e melodia, fixando o vocabulário por meio da memorização natural que elas proporcionam, sem mencionar, é claro, a prática da pronúncia de maneira divertida.

Sem a música, a vida seria um erro. (Friedrich Nietzsche)

Nessa postagem você aprenderá 9 passos para estudar um idioma através da música eficiente e proveitosamente. Todos os métodos foram testados e ainda são usados por mim, por isso, por experiência, digo que funcionam, e muito. Se você seguir os passos à risca, logo, logo estará cantando as suas músicas favoritas em inglês, espanhol, francês, italiano ou na língua que for.

Continue lendo “9 Passos para aprender outro idioma com música”

Conto | ¿Cobardía? – Emilia Pardo Bazán

Era en el café acabado de abrir en Marineda, el que les puso la ceniza en la frente a los demás, desplegando suntuosidad asombrosa para una capital de segundo orden. Nos tenía deslumbrados a todos la riqueza de las vidrieras con cifras y arabescos; las doradas columnas; los casetones del techo, con sus pinturas de angelitos de rosado traserín y azules alas y, particularmente, la profusión de espejos que revestían de alto a bajo las paredes; enormes lunas biseladas, venidas de Saint-Gobain (nos constaba, habíamos visto el resguardo de la Aduana), y que copiaban centuplicándolos, los mecheros de gas, las cuadradas mesas de mármol y los semblantes de las bellezas marinedinas, cuando venían muy emperifolladas en las apacibles tardes del verano, a sorber por barquillo un medio de fresa.

Continue lendo “Conto | ¿Cobardía? – Emilia Pardo Bazán”

Resenha | O Sobrinho do Mago – C. S. Lewis

Numa manhã de verão, com Polly Plummer, conhecemos a Digory Kirke, um menino que se mudara para Londres com a sua mãe moribunda. Tratando de sustentá-los, seu pai encontrava-se na Índia e por isso teriam de conviver com os tios maternos do garoto: tia Letty e tio Andrew. Havia, porém, um problema, tio Andrew era louco.

Assim começa a história daquela que seria a explicação das idas e vindas entre o nosso mundo e a terra de Nárnia. Se estivesse na Bíblia, O Sobrinho do Mago (The Magician’s Nephew), de C. S. Lewis, seria o livro de Gênesis.

Continue lendo “Resenha | O Sobrinho do Mago – C. S. Lewis”

Conto | Blanca Rosa – Romualdo Nogués

Un Rey muy vicioso se jugó la corona con el diablo, la perdió, y lo destronaron. Recurrió el Príncipe a una maga que lo protegía, la cual le dijo que ignoraba el medio de recuperar el símbolo de la monarquía, y que consultaría caso tan arduo con un adivino que le debía muchos y grandes favores. Éste aconsejó a la maga que reuniese a todas las aves, que, como vuelan tan alto y tienen tan buena vista, lo saben todo, y alguna la diría dónde se hallaba el castillo de Irás y no volverás, donde el diablo guardaba la corona.

La maga, con una varita, hizo un círculo en el aire. En el acto, por encanto, se pobló de aves grandes y chicas. Las preguntó por el castillo, y se callaron. Sólo la avutarda manifestó que, interesada, por hallarse su imagen en el escudo de armas del reino, haría un reconocimiento y volvería.

Continue lendo “Conto | Blanca Rosa – Romualdo Nogués”